Finanças pessoais para iniciantes: Faça seu dinheiro render

Finanças pessoais para iniciantes é uma maneira de você aprender a organizar melhor a sua vida financeira para atingir os seus objetivos.

Desde cedo lidamos com várias situações envolvendo dinheiro, mas muitas vezes não fazemos um bom planejamento de como utilizá-lo, o que pode nos fazer perder o controle.

Nesse sentido, a organização financeira serve para ajudá-lo a se planejar para usufruir do dinheiro de uma maneira mais vantajosa.

A partir do conhecimento de termos importantes, de alguns tipos de investimentos e colocando em prática alguns hábitos saudáveis, você estará pronto para sair do nível iniciante em finanças pessoais e começar a ver seu dinheiro render.

 

Conceitos iniciais de finanças pessoais

Para entender bem sobre finanças pessoais e aprender a gerenciar melhor seu dinheiro, é importante conhecer alguns termos utilizados nesse meio.

Orçamento Pessoal ou Familiar é um registro organizado de todas as receitas (salário, rendas, …) e despesas (aluguel, compras …). É fundamental ter esse controle para não deixar as despesas superarem as receitas e como um primeiro passo para uma boa organização financeira.

Além do conceito básico de Receitas e Despesas, é interessante aqui fazer uma distinção entre gastos necessários e desejos que podem ser adiados.

Reserva de Emergência é um termo utilizado para uma quantia economizada e guardada para eventuais imprevistos como desemprego, transição de carreira, aumento da família ou algum problema de saúde, por exemplo. Geralmente, acumula-se seis meses do seu custo de vida familiar nessa reserva.

Igualmente necessário, para quem está começando sua educação financeira do zero, é conhecer a diferença entre poupança e investimento. Poupar não é investir, pois não fará seu dinheiro render.

Por último, é essencial ter um planejamento financeiro logo no início do processo, ou seja, organizar suas receitas e despesas para administrar o dinheiro de forma estratégica, alinhando-o aos seus objetivos.

 

Planejamento financeiro: Por onde começar?

Antes de tudo, deve-se definir objetivos claros do que pretende alcançar com a organização financeira (comprar uma casa, viajar…), estipulando prazos e valores para atingi-los.

Em seguida, é importante entender sua atual situação financeira, anotando todos os seus gastos e receitas. Faça as contas de todas as despesas fixas e uma estimativa das variáveis, pode utilizar uma média dos últimos seis meses, por exemplo, para as despesas variáveis. Anote tudo num caderno, planilha, aplicativo ou qualquer outro meio que se sinta mais confortável.

Agora que já conhece sua situação, é o momento de criar seu orçamento pessoal ou familiar. Com as informações anotadas, você pode avaliar quais gastos são realmente necessários e o que você pode cortar para economizar algum dinheiro e iniciar sua organização financeira. Assim saberá quanto possui para investir e para criar uma reserva de emergência.

Se ainda assim você ficar confuso sobre seu planejamento financeiro inicial, uma regra que pode te ajudar e que é muito utilizada é a regra dos 50/30/20. Ou seja, você define que 50% do seu orçamento será utilizado em gastos essenciais como moradia, alimentação e saúde, por exemplo, 30% em gastos que te tragam conforto e alegria como lazer, restaurantes e viagens, por exemplo e os 20% que sobraram serão reservados para criação ou manutenção da reserva de emergência e investimentos.

 

Investimentos básicos para iniciantes

De acordo com a pesquisa da Anbima e Datafolha, 23% dos brasileiros ainda deixam o dinheiro na poupança e apenas 37% dos brasileiros fazem algum tipo de investimento. 

Antes de falarmos sobre os investimentos, é importante você conhecer a taxa selic, pois muitos investimentos baseiam seus rendimentos nela. A taxa selic é a taxa básica de juros da economia brasileira e é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para conter a inflação.

Frequentemente o motivo para os brasileiros não investirem é a falta de conhecimento sobre o assunto, sobre suas opções. Pensando exatamente num planejamento financeiro para leigos,  quatro investimentos serão apresentados agora para quem está iniciando nessa área:

Poupança

É uma das opções de investimento mais conservadoras. Em termos de rendimentos, dentre as alternativas apresentadas para os iniciantes em finanças pessoais, é a que oferece um dos menores rendimentos, não alcançando o valor da taxa selic.

Se tornou uma escolha popular por ser gratuita, de fácil entendimento e por não gerar cobrança de imposto de renda. Qualquer pessoa pode criar uma poupança em uma agência bancária de sua escolha e não exige um valor mínimo de aplicação.

 

Tesouro Direto

É um dos investimentos mais seguros do país, sendo indicado inclusive para investir o dinheiro da reserva de emergência. Nesse caso você investe em títulos públicos federais.

Existem muitas opções com prazos de vencimento, tipos de remuneração e rentabilidade variados. Podem ser adquiridos no site do Tesouro Direto, onde pode também buscar mais informações.

 

CDB

O Certificado de Depósito Bancário é um título de renda fixa emitido por um banco. Na prática seria como se você “emprestasse” seu dinheiro ao banco e ele lhe pagasse o valor com juros depois de um certo prazo.

Pode ser adquirido no próprio banco e seu rendimento varia de acordo com o prazo que escolher para adaptar a sua organização financeira.

 

LCI e LCA

Significam Letra de Crédito Imobiliário e Letra de Crédito do Agronegócio. São investimentos parecidos, com a diferença apenas no destino do seu dinheiro, pois no primeiro caso será encaminhado ao setor imobiliário e no segundo, ao setor do agronegócio.

São protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito – FGC, possuem boa rentabilidade e assim como a Poupança, não geram cobrança de imposto de renda. Sua desvantagem é que você precisa manter seu dinheiro investido por um prazo mínimo, portanto precisa ter isso em mente e se planejar ao escolher essa opção.

 

Dicas de educação financeira

Algumas dicas para quem começou sua educação financeira agora do zero e quer manter suas finanças sempre organizadas são:

 

  • Lembre-se sempre de anotar todos os seus gastos e receitas;
  • Controle seu orçamento baseando-se nos gastos essenciais;
  • Defina seus objetivos claramente, pois eles lhe motivarão durante o processo;
  • Utilize estratégias para economizar, como a regra do 50/30/20, por exemplo;
  • Crie uma reserva de emergência para algum imprevisto;
  • Escolha um bom investimento que faça seu dinheiro render;
  • Revise seu planejamento com frequência, pois a vida está sempre sofrendo mudanças.

 

Por fim, saiba que a educação financeira é um processo contínuo, que exige dedicação e algumas mudanças de hábitos para a vida, mas que vão te ajudar a economizar dinheiro e a realizar os seus sonhos. 

Portanto, aprimore seu conhecimento com este curso de investimentos para entender mais sobre suas opções e achar a que melhor se adapta a sua situação financeira. Dessa maneira você se sentirá cada vez mais seguro ao investir seu dinheiro.

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